Acho digno estrear o blog falando de um livro maravilhoso como esse, daquelea que da orgulho em poder falar: "Esse livro é do meu país". Para quem ainda não leu, aqui vai um breve resumo:
A obra conta a história de Zezé, um menino muito levado e que pertence a uma família muito pobre, com um pai desempregado e uma mãe que trabalha em uma fábrica. Ele também possui muitos irmãos, e o mais velho cuida sempre do mais novo, sendo assim, Zezé cuida de Luizinho, uma adorável criança. Sendo o menino bagunceiro que é, o livro conta sobre suas travessuras, até que ele conhece o Manuel Portuga, homem com quem ele faz uma forte amizade, e claro, também ganha o seu pé de laranja lima, com quem ele conversa, brinca, e compartilha seus segredos.
Bom, agora vou explicar o real motivo do post, primeiro: como eu falei ali em cima, acho importante falar de um livro que realmente me marcou, e é o caso desse delicioso livro. E segundo: lembrei desse livro ontem enquanto eu procurava algo decente na televisão - coisa que eu raramente encontro - e quando eu passei pelo Telecine Cult, vi o filme passando (porém ele já estava bem no final), e aí me bateu aquela saudade no peito e aquele aperto no coração, e eu pensei: "Preciso escrever sobre isso!". É para isso que servem os blogs não é? Para nós nos expressarmos certo? Bom, para mim é.
Li esse livro quando estava na sétima série (oitavo ano, não sei qual é o certo), e me apaixonei. Estava naquela época em que eu só lia Percy Jackson, livros sobre vampiros, e aguardava pelo último filme de Harry Potter. "O Meu Pé de Laranja Lima" foi um livro que me trouxe de volta à realidade brasileira, e me fez ver também o quanto eu era uma preconceituosa literária. Porque convenhamos, não é todo dia que se acha um bom livro brasileiro que não seja de auto ajuda na livraria, a não ser do Cruz e Sousa, Pedro Bandeira, Machado de Assis, e outros que você acaba estudando na escola.
"O Meu Pé de Laranja Lima" é um livro fantástico e emocionante, e confesso que chorei bastante, principalmente no final quando o autor faz a sua dedicatória. Várias coisas nesse livro me marcaram, mas o principal foi a inocência de Zezé, e a crueldade do mundo. Levando em consideração que eu sou fã de Calvin e Haroldo (sim, é ele mesmo, o menino bagunceiro com o seu tigre de pelúcia), do Bill Watterson, não é nenhuma novidade que eu tenha uma queda por crianças encrenqueiras.
Bom, enfim, esse post foi só para demonstrar o meu carinho pela obra. Pretendo colocar aqui no blog algumas resenhas de livros que eu já li, mas como eu estou meio estagnada e não leio esse livro há muito tempo, não deu para fazer um resuminho decente, por isso desculpa.
Se você ainda não leu esse livro, saiba que você está muito, mas muito atrasado. Sério, é muito bom, super recomendo. Me falem o que vocês acharam ok? Vejo vocês na próxima!



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